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Liderança XXI

Porque é a liderança hoje diferente e mais importante? É por causa do ritmo das mudanças, das diferenças geracionais, das pressões dos mercados, da competição global, dos desafios da diversidade e da inclusão, do trabalho transnacional que inclui novas culturas e regulamentos? A questão encontra explicação no facto da liderança de hoje ser muito mais difícil devido à forma como estes fatores e outros se combinam e interagem para criar incrementos que, passo a passo, nos impelem para novos níveis de complexidade e inovação, que sobrecarregam as nossas capacidades para liderar.

Para qualquer organização, o modo como estes elementos de mudança se alinham para desafiar a liderança pode ser diferente. A resolução para algumas será altamente ponderada ou diferentemente priorizada, mas raramente haverá apenas uma dimensão da mudança para resolver. E isto significa que, na maioria das vezes, precisamos de "todas as mãos na massa". Há muito mais trabalho a fazer na “cozinha” do que qualquer pessoa ou grupo pode produzir por conta própria. Assim, o envolvimento do todo dependerá da iniciativa de líderes individuais.

É frequente afirmarmos que a nossa espécie é tremendamente adaptável por causa do nosso cérebro, ou seja, pela capacidade distintiva do nosso córtex cerebral altamente evoluído. Sem dúvida, é notável a nossa capacidade de construir e usar ferramentas e tecnologia, para formar e governar sociedades alicerçadas em valores e ideais comuns. Sim, somos uma espécie inovadora e produtiva. Mas, é igualmente verdade que só conseguimos sustentar o que construímos, alavancando a ação coordenada de grupos e organizações.

Nas últimas décadas, a nossa crescente dependência de capital intelectual e talento adicionou, exponencialmente, complexidade e desafio ao papel da liderança.

Paradoxalmente, com a crescente dependência do capital intelectual, e a cristalização face às restrições inerentes de uma excessiva dependência do QI (quociente de inteligência), da concorrência e da individualidade, que, contudo, continuam a ser críticos para o nosso sucesso, desprezámos a capacidade de estabelecer relações de confiança, de construir um propósito comum, de estimular o respeito mútuo e de cooperação.  O Homem inteiro e pleno será sempre maior do que a soma das suas partes. Transportar os recursos socioemocionais, intrapessoais e interpessoais para a o cerne da liderança é imperioso, urgente e inevitável.

É este trabalho de criar um todo que é maior do que a soma das suas partes que, relativamente à liderança para o século XXI, se torna elementar. Podemos apelidá-lo de comprometimento se quisermos, mas isso deixa-nos com a questão de como é que o comprometimento é definido atualmente. De um modo geral, na medida em que estamos a falar de uma organização que espera recrutar e reter e o máximo de talentos profissionais, o comprometimento não poderá ser conquistado e desenvolvido dentro do paradigma de culturas hierárquicas rígidas e mecanicistas.

A questão, então, é o que deve ser feito para desenvolver uma abordagem de liderança distintivamente generativa nas organizações?

O que postulo com a fundamentação da liderança generativa é: embora o nosso racionalismo instrumental seja uma capacidade que nos tem levado muito longe (do mundo agrário para a sociedade industrial, da mão-de-obra intensiva para inovação de alta tecnologia e engenharia de processos), ele não será suficiente face às novas condições do século XXI. Os fatores relacionais e socioemocionais que temos relegado para segundo plano são agora absolutamente críticos, se queremos ir mais longe.

A mudança generativa significa criar algo além do que já existiu ou existe, seja na vida pessoal ou profissional. Não é meramente uma mudança cosmética, mas uma mudança contextual que permite novos níveis de domínio. Assim, a Liderança Generativa envolve o alcance de resultados que são completamente novos. O foco central na Liderança Generativa é a criatividade: como criar um projeto bem-sucedido e significativo, empreendimento ou vida?

Assume-se que a realidade é construída e que este processo criativo está conscientemente comprometido com resultados positivos. Para fazer isto, o estado de consciência de um individuo é a diferença que faz a diferença: os resultados que um individuo produz são tão bons quanto o seu estado. Devemos explorar como construir os estados generativos, para o líder e para os outros, necessários para tornar os sonhos numa realidade, concentrarmo-nos e mantermos estes estados para lidarmos com quaisquer desafios que surgem numa jornada criativa, de modo a que novos e significativos resultados possam ocorrer.

 

AUTORIA

Graça Marques
Licenciada em Economia com Pós-graduação em Marketing & Vendas e Pós-graduação em Mercados Financeiros. Certificação em Analista PDA. Tem Formação Certificada em Alta Direção de Equipas, Sales Training Succeed.