Este site utiliza cookies para lhe oferecer uma melhor experiência de navegação enquanto utilizador. A desactivação desta funcionalidade poderá impedir este site de funcionar correctamente. Ao continuar a visitar o nosso site, está a aceitar esta utilização de cookies.     [Aceitar e Fechar]
PT

Abordagem à Liderança Generativa

A adoção de uma orientação generativa é uma escolha na carreira de liderança. Não acontece apenas quando temos o cabelo grisalho ou como uma consequência natural do envelhecimento. Pelo contrário, é uma escolha consequente. Para abraçar o caminho da generatividade é requerido que cultivemos uma ética de cuidado e que nos focalizemos no bem do todo. Além disso, é uma escolha que é feita repetidamente ao longo do tempo e através de várias situações.

A abordagem à Liderança Generativa traduz-se por uma atenção cuidadosa às complexidades do contexto, e uma insistência inexcedível de que a generatividade é uma orientação normativamente positiva e adaptativa no desenvolvimento do adulto, que se correlaciona positivamente com o comprometimento, tendo uma especial relevância para a sustentabilidade. Manifesta-se nos nossos modos de ser e agir, quando começamos a identificar-nos com o nosso papel e responsabilidade criativa/produtiva na organização para realizarmos a nossa missão. No seu âmago, está uma importante mudança na motivação.

Neste estágio de desenvolvimento, tornamo-nos menos focados nos nossos interesses individuais e mais preocupados em permitir que outros encontrem a sua voz e descubram o seu potencial para contribuir e se comprometer. A sua virtude é o cuidado, especialmente quando é expressa preocupação com o desenvolvimento da próxima geração, e como promover o bem maior. O oposto é a estagnação, que resulta num desígnio mecanicista, auto-absorção, perda de vitalidade e crescimento como líder.

É importante salientar que a liderança generativa não é sobre sacrifício. Isto, porque as energias pródigas e focalizadas que prevalecem neste estádio impregnam o líder generativo de um maior impacte. Atuando como mentor, coaching e professor, o líder generativo dá de volta, como uma roda dentada que cria um efeito e gera um fluxo recíproco de crescimento e desenvolvimento dos líderes da próxima geração, em que todos saem beneficiados.

Esta liderança é essencialmente normativa no seu propósito e função. Não está apenas imbuída de eficiência e eficácia, apoia-se no que é apropriado, bom, certo e adaptativo, ou seja, fundamenta-se em valores que transcendem o interesse individual e tomam por referência o bem comum. Daqui, ressalta o senso de dever ético e fiduciário que esperamos dos nossos líderes.

A adoção do papel e das responsabilidades da liderança é um trabalho de identidade. Tornar-se um líder envolve mais do que ter um novo título e uma nova descrição de função. É mais do que, simplesmente, dirigir os outros. Isto implica um âmbito mais vasto de entrega. Em particular, apela a um papel ativo no desenvolvimento da próxima geração de líderes e na promoção de práticas empresariais que sejam adaptativas e garantam a sustentabilidade. Este novo sentido de propósito implica que ocorra uma transformação interna.

Os caminhos recíprocos de interação entre líder e liderado refletem a relação natural inerentemente ao desenvolvimento da própria liderança. À medida que a nossa identidade vai sendo moldada para o papel de líder, como em todos os estágios iniciais de desenvolvimento, a confiança, abertura e encorajamento dos outros permite-nos experimentar novos comportamentos, falhar e aprender com essa falha. O relacionamento é uma sala de espera dentro da qual existem desafios assustadores que podem ser reformulados, vulnerabilidades e limitações que podem ser reconhecidas e tratadas. A autoconsciência cresce e amadurece.

 

 

AUTORIA

Graça Marques
Licenciada em Economia com Pós-graduação em Marketing & Vendas e Pós-graduação em Mercados Financeiros. Certificação em Analista PDA. Tem Formação Certificada em Alta Direção de Equipas, Sales Training Succeed.